Ensino e Aprendizado da Linguagem Escrita nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: uma análise das políticas de alfabetização e dos sentidos e práticas de professores(as)
Palavras-chave:
Alfabetização de crianças, Políticas educacionais, Práticas PedagógicasResumo
O processo de alfabetização de crianças constitui-se como etapa inicial dos primeiros anos do ensino fundamental. Pelo caráter complexo e multifacetado desse processo, os estudos na área compreendem uma vasta quantidade de pesquisas questionando caminhos e desafios que perpassam o ensino e aprendizagem da linguagem escrita, e como as políticas educacionais direcionam e constroem os sentidos elaborados pelas/os professoras/es alfabetizadoras/es. Nesse cenário, entendendo a aprendizagem como apropriação de significados e produção de sentidos (Smolka, Cortez, 2012) construídos nas interações sociais, a alfabetização, organizada nesses contextos e mediada pelas práticas pedagógicas (Lopes, Mercado de Letras, 2012), desenvolve a linguagem escrita entre letras e sentidos, transformando-se em possibilidades. Partindo disso, este trabalho teve como objetivos compreender que escolhas são feitas pelas/os docentes alfabetizadoras/es e quais perspectivas são assumidas nas suas práticas, de forma que as crianças sejam alfabetizadas. Assim, em conjunto com a pesquisa bibliográfica na plataforma Capes e análise documental das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica - DCNEB (Brasil, 2010), Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 anos - DCNEF (Brasil, 2010) e da Base Nacional Comum Curricular - BNCC (Brasil, 2017), adotamos os princípios da abordagem Histórico-cultural de Lev S. Vigotski (Martins Fontes, 2005; 2009), proposições do dialogismo de Mikhail Bakhtin (Hucitec, 1995; Martins Fontes, 2003) e os aspectos organizados por Freitas (Cadernos de Pesquisa, 116: 20-39, 2002; Coleção questões da nossa época, 107, 2003). Os resultados preliminares do levantamento bibliográfico indicam dificuldades na compreensão teórica das políticas associadas às práticas do cotidiano escolar e necessidades constantes de formações continuadas. Na análise dos documentos orientadores oficiais, percebeu-se concepções divergentes quanto ao ciclo de alfabetização, bem como indícios de compreensões reduzidas no que se refere ao processo de alfabetização. Já as respostas iniciais dos questionários encaminhados para mapeamento expressam a complexidade e diversidade do campo de pesquisa, demandando continuidade e aprofundamento na investigação, tendo em vista que o projeto permanece em desenvolvimento.