Avaliação antifúngica do extrato pirolenhoso de Eucalyptus urograndis, sobre cepas de Candida spp. oriundas da cavidade oral e cloacal calopsitas ( Nymphicus hollandricus )

Autores

  • Aline Maciel Clarindo ufersa
  • Pedro Joaquim Leite da Costa e Sousa
  • Caio Sergio Santos
  • Nilza Dutra Alves
  • Francisco Marlon Carneiro Feijó

Palavras-chave:

EXTRATO, CÂNDIDA, FUNGICIDA

Resumo

A resistência microbiana vem se mostrando uma angústia crescente na área da saúde, isso ocorre por conta do número de microrganismos resistentes a antibacterianos e antifúngicos que vem aumentando exponencialmente. Essa preocupação se acentua, pois essa resistência afeta negativamente no tratamento de infecções tanto em humanos como em animais. Esse cenário tem encaminhado estudiosos a explorar outros meios terapêuticos no combate a esses microrganismos, englobando a utilização de fitoterápicos. Os fitoterápicos, compostos provenientes de plantas, tem se mostrado uma alternativa promissora para o combate a microrganismos. Esses apresentam compostos como fenóis, carbonilas e ácidos orgânicos que promovem danos ao DNA de microrganismos. Dessa maneira, esse trabalho se propôs a identificação de espécies de Candida spp. e a eficácia fungicida do extrato pirolenhoso de eucalipto nesse gênero oriundas de Nymphicus hollandicus. Foram coletadas vinte e uma amostras provenientes de fezes de animais atendidos no Hospital veterinário Dix-Huit Jeronimo Rosado. Essas foram submetidas a citologia para pesquisas de formas leveduriformes. As características morfológicas das leveduras foram analisadas, considerando principalmente a presença de cápsula, blastoconídios e pseudo-hifas. Em seguida foram cultivadas em Agar saboraud dextrose 2% com clorafenicol por 72 horas, observando colônias foscas, brancas, convexas. Após a identificação da existência de leveduras foi feito o cultivo em CHROM Agar a 37oC para a identificação da espécie. Para a eficiência do extrato pirolenhoso foi usada a microdiluição em placas, realizado em triplicata. Os inóculos serão padronizados utilizando a escala de turbidez (0,8 a 1). Posteriormente foram em uma microplaca, em cada poço, 95 microlitros de meio BHI, 5 microlitros do inóculo em meio BHI, e concentrações de 50%, 25%, 12,5%, 6,25%,3,12%, 1,56%, 0,78% 0,53% e 0,39% do antisséptico a base de Eucalyptus urograndis I144, Essas concentrações foram testadas em triplicada e a leitura dos poços da microplaca na leitora de Elisa ao comprimento de onda 620 nn no tempo 0 e 48 horas. Essas foram submetidas a análise de variância e comparadas entre si pelo teste de Tukey a nível de 5%. Das 21 amostras, foram oram observadas 3 espécies de Cândida – sendo 2 C. glabrata, 1 C. albicans e 1 C. krusei. A partir do teste mostrou que o C. albicans foi inibida a concentração de 0,39 e C. glabrata e C. krusei a concentração de 6,25% de extrato pirolenhoso de eucalipto, mostrado a eficácia do agente perante o crescimento da levedura. Com relação à concentração fungicida mínima foi determinada pela observação da ausência ou presença de crescimento nas placas semeadas, as cepas de Cândida se mostraram sensíveis à concentração de 12,5% do extrato. Esses resultados fortalecem a concepção de que o extrato pirolenhoso de Eucalyptus urograndis I144 possui características antifúngicas pertinentes e pode ser uma opção promissora para o combate de infecções fúngicas.

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Publicado

07-01-2025

Edição

Seção

Núcleo 1: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde: